
Paul Éluard, pseudônimo de Eugène Emile Paul Grindel ( 14 de dezembro de 1895, Saint-Denis, perto de Paris- 18 de dezembro de 1952, Chareton-le-Pont, perto de Paris) foi um poeta francês, autor de poemas que circulam clandestinamente durante a 2° guerra mundial, contra o Nazismo. Participou no movimento dadaísta, foi um dos pilares do surrealismo, abrindo caminho para uma ação artistica mais engajada, até filiar-se ao partido comunista Françês.Tornou -se mundialmente conhecido como O poeta da liberdade.
Inspirado nas obras desse grande artista da literutura francesa, colocamos a disposição, um poema sedutor e apaixonante, que demonstra a liberdade de expressão e suavidade na poesia do autor.
A agitação dum vestido que tomba
Depois um corpo simples sem nuvens
Venha assim confiar-me os seus charmes
Você que teve a sua parte de felicidade
E que muitas vezes chora o sinistro fado daquele que a fez feliz
Você que não tem vontade de pensar
Que nunca soube edificar um homem
Sem amar um outro
Nos espaços de marés dum corpo que se desnuda
À mama que se afigura ser crepúsculo
O olho passeia sobre as dunas distraídas
Onde as fontes guardam as unhas de mãos nuas
Vestígios da vanguarda nua face pálida sob as celhas do horizonte
Uma breve lágrima noiva do passado
Saber que o clarão foi fértilInfantis andorinhas julgam que a terra é o céu
O quarto negro onde todos os calhaus do frio estão afiados
Não me digas que não tens medo
O teu olhar está ao nível do meu ombro
És bela demais para exaltar a castidade
No quarto negro onde mesmo o trigo
Nasce da gulodiceFicas imutávelEstás só.
Tradução: Fernando Oliveira
Este poema provém do tema intitulado “ A rosa pública “ – 1933 – de Paul Eluard

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